sexta-feira, 12 de março de 2010

dia ruim.

  Todo mundo tem um dia em que se acha menos importante para todos. As pessoas ao seu redor passam e não te enxergam.
Logo hoje?
Você se arrumou, maquiou, perfumou, se ajeitou. Demorou séculos no banho, pra quando saísse, através da fumaça de um sabonete incrivelmente contagiante, todos te olhassem, elogiassem, te percebessem.
Mas hoje tudo saiu dos eixos, suas piadas não foram engraçadas, pelo contrário, foram mal entendidas; seu jeito foi considerado espalhafatoso; seu sorriso estava sem energia, sem amor, sem alegria.
Mas porquê? Porque você mesma estava vazia, estava extremamente oca; e isso era transmitido sem que percebesse. Você até que tentou esconder, por trás da maquilagem, das roupas bonitas, do salto 15cm, mas não deu. O seu ‘mau dia’ transpareceu, se fez presente em todos os seus atos; e quando seu sorriso não é verdadeiro, os à receber também o farão. 4031747715_ffc841301b_m

 

 

Como dizia o velho ditado: “Se com ferro fere, com ferro será ferido”.

domingo, 31 de janeiro de 2010

vida no isopor.

Sentada na calçada, olhando a rua, imaginava a vida de quem por ela passava; imaginava a casa, o trabalho, a família; imaginava quem essa pessoa amava, por quem suspirava; se tinha a cabeça cheia de problemas ou leve demais, capaz de voar.
Ficava imaginando, buscando um abrigo na vida que não era dela; criava estórias de vidas exemplares, de pessoas diplomatas; criava, “porque sua vida real é trágica”.
Dessa maneira tentava fugir, recriava pessoas e numa miniatura punha tudo no lugar desejado; criava roteiros, falas, cenários; um refúgio pra quem não encontra seu próprio sorriso.
Assim, podia ser feliz ao menos nos seus planos. Ao menos, em sua casa cor-de-rosa, com telhas coloniais; garagem de porta automática (com controle e afins), jardim repleto de margaridas, carrinho de bebê às 07:00h da manhã apanhando sol com o pai da criança ao lado; Vivendo numa vida artificial, mas que era somente dela, dos sonhos dela, da maquete dela; afinal, ela que repunha o isopor sempre que desfazia-se um pedaço, que sentia-se feliz quando a mulher de avental vermelho, preparando a torta, a reprensentava.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Ao abaixar a cabeça uma lágrima rolou, filha única da decepção. Uma lágrima apenas foi capaz de demonstrar todo o seu rancor, “aquela menina nunca chorou…” muitos por ali já diziam, mas não sabiam, não sabiam de nada da vida, nem da dela, nem da deles; ocupavam-se mais a ver seu sorriso, não tentavam desvendar o porque deles aparecerem tão frequentemente, pois eu lhe digo: máscara, uma simples e doce máscara; empenhava-se em não perturbar a ninguém com suas tristezas, com seus rancores e mágoas, assim ela decidiu.
“Mas ninguém é de ferro”, ela tentava pôr em sua cabeça esse velho dito, mas não adiantava, o sorriso maléfico era o que aparecia, como convite de entrada a uma casa feliz. “MENTIRA, casas felizes não existem”, só nisso ela acreditava.
Após a primeira e única lágrima, naquele rosto sem alguma ruga aparente, não mais ouveram sorrisos; ela também não empenhava-se em chorar. Ela só vivia, 17_01_mascarascurta e grossa, seca, apenas existia. Cansada de todas as decepções e tentativas de uma vida com risos sinceros, ombros à oferta-lhe conforto, em vão; buscava, mas não encontrava nada, ninguém, nem a ela mesma.
Ao olhar-se no espelho imaginava, “meu futuro, eu sou meu futuro, meu amigo”. O futuro dela não existia, não um diferente, mas o mesmo de sempre: RANCOR, MÁGOA, TRISTEZA.
E ela seguia, sem se abrir, sem querer demonstrar-se quem realmente é, seguia sem que ninguém soubesse ao certo quem ela era, por isso sozinha, sempre sozinha e mascarada.

(não deixe que sua ausência 
proporcione esquecimento à 
quão bom vs pode ser. ‘psf)

um dia é da caça, o outro do caçador.

e perder, perder e perder.
Cheguei ao ponto de não mais saber como resistir à perdas, em geral: amorosas, familiares, escolares, vestibulares.
Perder é uma fase em que força torna-se, necessariamente, primordial.

Tudo, à cada instante, leva-me a acreditar na perda, em ganharmos com nossos maiores esforços e em seguida PERDER, perder, perder.
Se amamos alguém, cedo ou tarde, perdemos; se almejamos um emprego, podemos até conseguí-lo, mas perderemos (nem que seja ao aposentarmo-nos); as pessoas morrem e todos os seus bens materiais: casas, jóias, humildade, PERDEM-SE.
perda-auditiva-levePorque nós temos que ter a ambição de conseguir? Pra ter a decepção de perder?
PORQUÊ? Porque?

Constantemente perdemos, até o mais vitorioso dos homens um dia terá seu momento de perda. Como resistir? Como levantar se sabemos que, provavelmente, cairemos outra, e outras vezes.
Pra aprender? Aprender o quê? Aprender a ser mais forte, quando eu só sei entregar-me e desmoronar à chegada da próxima caída?

Decepcionei-me, perdi. Um dia irei vencer, talvez, e o único à fazer será aproveitar, me entregar; pra que acabe, mas não antes do tempo, do meu tempo.
Esse ano me empenharei em meu sonho, o maior, e conseguirei (espero e sei, bem no fundo, que conseguirei). ME realizarei, pra que eu possa ao fim dizer: vive, amei, decepcionei-me, perdi, mas REALIZEI nem que por algum pouco tempo, um dos meus maiores sonhos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

por um sonho.


É indescritível a maneira como lhe transmite paz.
Com seu jeito de menino, seus olhos brilhantes, seu andar arrumado, seu beijo apaixonante ele conquista e a prende nos sonhos, àqueles que a fazem sobreviver a algum tempo. Ele vem toda noite, de uma maneira diversificada, pra mostrar-lhe que é amada; dizer-lhe o quanto é bom apaixonar-se, estar apaixonada.
A cada noite que passa ele torna-se mais real em seus sonhos angelicais, proporciona-lhe calmaria desigual com as palavras e com o som de sua voz. Após cada sonho cresce ainda mais o desejo de que se tornem realidade.
Em seus sonhos mais recentes ela descobre que seu nome é Bruno, não sabe de onde vem, onde mora, qual a idade; NUNCA o viu na rua. Só sabe pensar e agradecer, ao acordar, por todo o amor que recebe, toda paixão devoradora. E espera, apenas espera, que lhe apareça fazendo exatamente o que já faz a cada noite.
O rosto não lhe sai da cabeça, não a deixa ver outras pessoas, está cega,
cega de amor por um sonho.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

alfabetizando-se


um dia pra ficar parado,
ficar "zen",
sair correndo,
andar pelado dentro de casa,
esquecer de tudo que te rodeia e só pensar em si,
gritar até ficar surdo com seu próprio som,
fazer sua própria melodia, nem que seja desentoada,
escutar o barulho da chuva, ver os pingos cairem,
viajar sem nem ao menos sair da poltrona.

Todo mundo precisa de um dia desses.
Um dia pra se sentir livre de toda a poluição:
sonora, visual, psicológica, MUNDIAL.
Esquecer de toda a maldade do mundo, pensar em fazer melhor.
Pôr a cabeça no lugar, tentar melhorar seus problemas, tentar resolvê-los.

Tentar, tentar e tentar se colocar em ordem alfabética.

domingo, 24 de janeiro de 2010

meus primeiros erros.

















Com o interior repleto de cicatrizes, rasgados, arrebentados, imendados, rasgados novamente. Assim vive; Completando-se cada dia com uma alma diferente, com um amor novo, com um céu mais brilhante, de vez em quando, retornam as paredes, as chuvas, os machucados, e assim continua vivendo. Tenta entender o porquê das cicatrizes nunca fecharem-se por completo, o porquê do surgimento de outras várias. Perdão, não o conhece. Nunca perdoou, nunca foi perdoada. As feridas voltam à tona frequentemente sem que ela saiba, voltam a doer como se estivessem novas em folha. Anda, reflete, tropeça, cai, levanta, aprende, comete o mesmo erro, cai e levanta novamente. E ainda espera entender o porquê dos machucados, o porquê dos erros não perdoados.

Ou seja, perdoe-se e será perdoado; cure, quem por ti foi machucado, e será libertado.
Dê o primeiro passo antes de esperar gratidão; revele-se ser quem realmente é e mtos farão o mesmo.
Não espere que a boa iniciativa venha de alguém que não você mesmo!