sábado, 30 de janeiro de 2010

um dia é da caça, o outro do caçador.

e perder, perder e perder.
Cheguei ao ponto de não mais saber como resistir à perdas, em geral: amorosas, familiares, escolares, vestibulares.
Perder é uma fase em que força torna-se, necessariamente, primordial.

Tudo, à cada instante, leva-me a acreditar na perda, em ganharmos com nossos maiores esforços e em seguida PERDER, perder, perder.
Se amamos alguém, cedo ou tarde, perdemos; se almejamos um emprego, podemos até conseguí-lo, mas perderemos (nem que seja ao aposentarmo-nos); as pessoas morrem e todos os seus bens materiais: casas, jóias, humildade, PERDEM-SE.
perda-auditiva-levePorque nós temos que ter a ambição de conseguir? Pra ter a decepção de perder?
PORQUÊ? Porque?

Constantemente perdemos, até o mais vitorioso dos homens um dia terá seu momento de perda. Como resistir? Como levantar se sabemos que, provavelmente, cairemos outra, e outras vezes.
Pra aprender? Aprender o quê? Aprender a ser mais forte, quando eu só sei entregar-me e desmoronar à chegada da próxima caída?

Decepcionei-me, perdi. Um dia irei vencer, talvez, e o único à fazer será aproveitar, me entregar; pra que acabe, mas não antes do tempo, do meu tempo.
Esse ano me empenharei em meu sonho, o maior, e conseguirei (espero e sei, bem no fundo, que conseguirei). ME realizarei, pra que eu possa ao fim dizer: vive, amei, decepcionei-me, perdi, mas REALIZEI nem que por algum pouco tempo, um dos meus maiores sonhos!

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