Sinto seu cheiro maravilhoso, inigualável ao que já foi sentido antes, incrível; até mesmo pra mim.
Eu toco seu corpo, que arrepio, mágica. Tão, tão indescritível, sintonia surreal.
Eu olho seus olhos, mergulho em você, parece que te conheço a milhares de anos e sei que conheço!
Escuto sua voz, tão rouca, tão sua.![]()
Deliro, sempre, a cada hipótese da sua presença. E isso já me aconteceu outras vezes, com outros, em outros cenários.
Mas não é igual, hoje é você, somos nós. É como se a procura não precisasse mais ser continuada, já achei oq procurava. Achei o encaixe, perfeito não, único. O único que já existiu.
É incrível, todos os desejos foram saciados e ainda há desejo. Ainda há você, ainda há vida a ser vivida e iremos viver libertos mas juntos.
Encontramos, mas a caminhada continua. Encontramos a liberdade e por um momento sinto-me anestesiada: Liberdade, Lealdade e Amor, juntos na mais bela e irreal combinação.
Só nós dois, só conosco, só. (L
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
you’re amazing.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
sonho.
Eu sinto você aqui comigo a cada instante que passa, sinto seu cheiro, seu toque… ouço sua voz, vejo vultos, escuto passos; enlouqueço achando ser você, mas não, são só vestígios, indícios de que um dia, em alguma vida você esteve aqui, na minha casa, me abraçando e compartilhando tudo de bom, tornando as coisas más em risada. Era o tempo em que meu dia era feliz, mesmo triste. Agora? Agora só as lembranças persistiram. E das lembranças faço juz, pra que nunca se apaguem ou se percam dentre tantas outras. Guardo-as como sonhos bons, tao bons que se perde a noção da realidade, que se perde a certeza se um dia chegaram a existir ou se nao passaram de uma noite de sonho bom.
Aliás… eu sonhei ou vivi? Nem lembro mais!
terça-feira, 6 de julho de 2010
levou os meus sentidos todos pra você…
De repente inclinei a cabeça e percebi que o mundo inteiro à minha volta estava girando, nada estava nos seus devidos locais. Eu pensei estar caindo, enlouquecendo, mas não, era apenas dor; dor tao forte me cortando o peito. Pensei ser algo ruim, fiquei imaginando o que estava acontecendo… O mundo estava acabando? Eu estava morrendo ou ressuscitando? Me rasgando o peito como uma faca, a respiração me doía, pesada e seca. Não saberia explicar, se me perguntassem mais a fundo, da onde surgiu a dor, só sabia que ao enxergar um semblante conhecido lá a frente eu caí, literalmente. O mundo desabou em cima do meu corpo e eu nao sabia mais onde era o meu começo ou meu fim. Eu fiquei em dúvida, fiquei tonta. Pensava comigo: Respira, cara. Você precisa respirar. 1, 2, 3… respira!
Enfim, ao respirar, abri os olhos. Estava tudo no mesmo lugar. Comecei a imaginar que tudo havia acontecido comigo, dentro de mim, na minha mente. Eu enlouqueci mesmo? Pensei. Mas não, acho que não. Olhei mais a frente e lá estava ele. Ele, era ele, ELE era o meu problema. Ele roubava meu chão e meu ar, me deixava a duvidar o que me fazia bem ou mal, roubava meus sentidos pra longe de mim. Quando eu percebi nem eu pertencia mais a mim.
terça-feira, 16 de março de 2010
lembranças
Eu me lembrei.
Lembrei dos meus erros, das minhas falas.
Lembrei das viagens, dos “anos novos”, dos natais.
Lembrei dos telefonemas, das ajudas, da luz no fim do túnel que muitas vezes você foi pra mim.
Lembrei de você e de mim.
Lembrei de como eu era quando te conheci.
Lembrei das coisas que fazíamos.
Lembrei da minha falta de papo que você adorava.
Lembrei que só eu tinha comigo o jeito de te arrepiar. Eu tinha seu manual.
Lembrei que crescemos juntos.
Lembrei que eu quase me tornei o ser mais importante pra você.
Lembrei que eu errei.
Lembrei que eu esqueci de me arrepender à tempo.
Lembrei que podia ter dado certo.
Lembrei que nos viramos e fomos pra sentidos opostos.
Lembrei que agora somos diferentes, que as nossas vidas tomaram rumos muito parecidos com outras pessoas.
Lembrei que o sonho que tínhamos, juntos, concretizamos separados.
Lembrei, lembrei.
Eu lembrei que nós dois vivemos numa história.
A minha história.
A sua história.
A nossa história.
Lembrei que somos passado, e que o passado nã0 vonta jamais...
--lembrar você parece um dom.-
domingo, 31 de janeiro de 2010
vida no isopor.
Sentada na calçada, olhando a rua, imaginava a vida de quem por ela passava; imaginava a casa, o trabalho, a família; imaginava quem essa pessoa amava, por quem suspirava; se tinha a cabeça cheia de problemas ou leve demais, capaz de voar.
Ficava imaginando, buscando um abrigo na vida que não era dela; criava estórias de vidas exemplares, de pessoas diplomatas; criava, “porque sua vida real é trágica”.
Dessa maneira tentava fugir, recriava pessoas e numa miniatura punha tudo no lugar desejado; criava roteiros, falas, cenários; um refúgio pra quem não encontra seu próprio sorriso.
Assim, podia ser feliz ao menos nos seus planos. Ao menos, em sua casa cor-de-rosa, com telhas coloniais; garagem de porta automática (com controle e afins), jardim repleto de margaridas, carrinho de bebê às 07:00h da manhã apanhando sol com o pai da criança ao lado; Vivendo numa vida artificial, mas que era somente dela, dos sonhos dela, da maquete dela; afinal, ela que repunha o isopor sempre que desfazia-se um pedaço, que sentia-se feliz quando a mulher de avental vermelho, preparando a torta, a reprensentava.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Ao abaixar a cabeça uma lágrima rolou, filha única da decepção. Uma lágrima apenas foi capaz de demonstrar todo o seu rancor, “aquela menina nunca chorou…” muitos por ali já diziam, mas não sabiam, não sabiam de nada da vida, nem da dela, nem da deles; ocupavam-se mais a ver seu sorriso, não tentavam desvendar o porque deles aparecerem tão frequentemente, pois eu lhe digo: máscara, uma simples e doce máscara; empenhava-se em não perturbar a ninguém com suas tristezas, com seus rancores e mágoas, assim ela decidiu.
“Mas ninguém é de ferro”, ela tentava pôr em sua cabeça esse velho dito, mas não adiantava, o sorriso maléfico era o que aparecia, como convite de entrada a uma casa feliz. “MENTIRA, casas felizes não existem”, só nisso ela acreditava.
Após a primeira e única lágrima, naquele rosto sem alguma ruga aparente, não mais ouveram sorrisos; ela também não empenhava-se em chorar. Ela só vivia, curta e grossa, seca, apenas existia. Cansada de todas as decepções e tentativas de uma vida com risos sinceros, ombros à oferta-lhe conforto, em vão; buscava, mas não encontrava nada, ninguém, nem a ela mesma.
Ao olhar-se no espelho imaginava, “meu futuro, eu sou meu futuro, meu amigo”. O futuro dela não existia, não um diferente, mas o mesmo de sempre: RANCOR, MÁGOA, TRISTEZA.
E ela seguia, sem se abrir, sem querer demonstrar-se quem realmente é, seguia sem que ninguém soubesse ao certo quem ela era, por isso sozinha, sempre sozinha e mascarada.
(não deixe que sua ausência
proporcione esquecimento à
quão bom vs pode ser. ‘psf)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
por um sonho.

É indescritível a maneira como lhe transmite paz.
Com seu jeito de menino, seus olhos brilhantes, seu andar arrumado, seu beijo apaixonante ele conquista e a prende nos sonhos, àqueles que a fazem sobreviver a algum tempo. Ele vem toda noite, de uma maneira diversificada, pra mostrar-lhe que é amada; dizer-lhe o quanto é bom apaixonar-se, estar apaixonada.
A cada noite que passa ele torna-se mais real em seus sonhos angelicais, proporciona-lhe calmaria desigual com as palavras e com o som de sua voz. Após cada sonho cresce ainda mais o desejo de que se tornem realidade.
Em seus sonhos mais recentes ela descobre que seu nome é Bruno, não sabe de onde vem, onde mora, qual a idade; NUNCA o viu na rua. Só sabe pensar e agradecer, ao acordar, por todo o amor que recebe, toda paixão devoradora. E espera, apenas espera, que lhe apareça fazendo exatamente o que já faz a cada noite.
O rosto não lhe sai da cabeça, não a deixa ver outras pessoas, está cega,
cega de amor por um sonho.